diante do ímpeto de um velho ou novo Davi,
sem louros ou fadiga
daqueles que o nomearam Golias.
Treme, treme o solo cascudo
enquanto seu corpo destrona o natural do mundo
e como um sussurro
—de um ser que antes carregava tudo—
a pedra que o vitima ainda é ouvida.
"Golias abaixo de Golias", repetem alguns Davis.
As areias rarefeitas o varrerão deste pútrido terreno
e não haverá mais a quem lembrar que tal futuro perecido
um dia foi chamado
–até mesmo por Davis–
de Golias.
O grito das sedentas aves de rapina,
cessará, por fim, o eco da pedra que ao homem desfez,
para desmemoriar, com a benção da poeira,
até a mais simples da lembrança
de que alguém, um dia,
foi Golias.
Mas ainda treme o solo cascudo
—para surpresa dos que assistem—,
ao passo que surge, grita e depois urra
o mais assombroso dos ecos:
flutua junto à areia o terror em pergunta
"que virá após Golias?"