Para Iz
Quando acordares, lembra-te de cruzares o céu feito cotovia.
Guarda o sereno em teu peito como compasso e bata asa:
se o caminho é longo, infinda é tua fortaleza.
Cotovias ao vento não olham para trás,
descerimoniosas percebem só o que à frente se leva, logo
quando do repouso te aproximares, verás com clareza que
verdes vivos são os prados aos quais levam tuas veredas!
Tão frondosa, vês? Tua jornada d'onde tudo do mais floresce?
Percebe, como cotovia, que não há desatino possível enquanto tramas tua trama?
Tudo nasce, tudo respira:
tudo há.
Tem fé: em tuas veredas e prados verdes.
Eles serão a colheita da joia do teu viver,
pois aquilo tudo que retumba da esperança
triunfa junto ao afinco do querer.
Disso tudo, permanecerá o fim daquilo que é bruto e ingrato em teu mundo.
E quando te esgueirares ao canto d'alguma velha vitrola,
não conseguirás evitar o grande fascínio
- maior até que teu próprio mundo -
de sorrires tua majestosa vitória.
de sorrires tua majestosa vitória.
Abril, 2026