Esse, esse eu,
outrora satisfeito com o reviver,
A sós infastiou-se desse velho ''eu, eu, eu''
E, a despeito de socos e sopapos, quis a si reler.
outrora satisfeito com o reviver,
A sós infastiou-se desse velho ''eu, eu, eu''
E, a despeito de socos e sopapos, quis a si reler.
Embarcado omissíssimo,
Rejeitando, ignorando, tudo de mim supostamente entendido,
Destrocei as portas das salas ocultas de meu ser:
De verdade, fui até o osso
Para, deste desarranjo de mau moço,
Ver raiar a aurora de um novo reger.
Ai, ai, quanto labor este tolo afã reteu!
Logo, abram alas, meus caros; abram alas!
Depressa inalem o oco das migalhas provocadas,
Pois já se apaga esse hercúleo trabalho de Prometeu.
Tolo, sim, ele foi - e cabe agora aceitar o rever.
Cada pilastra do eu derrubada mostrou, não mais;
Que, ainda que moído, não se escapa do ser:
de trás para frente, de frente para trás,
Invertida ou não, repousa
A mesmíssima cousa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário