Outra vez criança, agradeço:
A façanha do relógio,
O ponteiro imóvel ao teu sorriso
- Que lá perdura, a esmagar o ócio,
Tão jovem quanto o riso,
Tão afável quanto dócil.
A façanha do relógio,
O ponteiro imóvel ao teu sorriso
- Que lá perdura, a esmagar o ócio,
Tão jovem quanto o riso,
Tão afável quanto dócil.
Quando não viveste, aliás? Estiveste:
Em cada nome ou ressoo em festejo,
Em cada nome ou ressoo em festejo,
Em cada sílaba que sorriu com o pingo chuvoso que desceu.
E agora eu - outra vez criança - almejo
O ardor da gota que nasce e já nasceu.
E agora eu - outra vez criança - almejo
O ardor da gota que nasce e já nasceu.
Agora eu, outra vez criança, ensejo:
Sentir o pulso acelerado,
O frio desmedido e acalorado,
E ser, tão somente, fedelho:
A ouvir o bater que urra tanto quanto rança
E que à tua presença, canta.
Sentir o pulso acelerado,
O frio desmedido e acalorado,
E ser, tão somente, fedelho:
A ouvir o bater que urra tanto quanto rança
E que à tua presença, canta.
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